Biscoito também tem História
   
 

 

Historiadores relatam que os assírios, que viveram na Mesopotâmia (1.700 a 612 a.C), preparavam uma massa de cevada e trigo, assada lentamente em vasos de barro.
No antigo Egito (3000 a.C.), os biscoitos eram ofertados aos deuses em agradecimento pelas chuvas e pelas colheitas.
Os “confeiteiros” daquela época preparavam receitas à base de trigo, água e mel e moldavam figuras de seres humanos e de animais.
Os egípcios mostravam para a prosperidade, desenhos e formulações de vários tipos de bolachas secas, estando tão desenvolvidas que as castas nobres já dispunham de um tipo de biscoito ou bolachas “personalizadas”.

Uma vez que o açúcar ainda não era conhecido, os primeiros biscoitos foram servidos adocicados com mel e eram objeto de gentileza para com amigos ou nobres, assim como presentes. 
Naquela época, um especialista em fabricar os biscoitos podia ser comprado, alugado por dias ou ainda, tomado à força. Ele era um objeto, um escravo de luxo. Isso porque era de fato um trabalho escravo e quem fabricava pães, biscoitos e bolachas detinha o conhecimento da receita, que por sua vez, era passada por gerações de uma mesma família.

A palavra biscoito tem origem de duas palavras francesas: “Bis” e “Coctus” e significa “cozido duas vezes”. 
Uma das funções iniciais do biscoito foi como suprimento de batalha. Na Roma antiga, os padeiros assavam os pães duplamente, pois além de garantir doses de carboidratos aos desbravadores, a vantagem do alimento era que por ter menos umidade ele não perecia.

A chegada do açúcar – Uma nova cozinha

No século XV a receita de biscoito passou a conter o açúcar, trazido para Europa pelos árabes, o mais famoso dos adoçantes que revolucionou a cozinha. E há quem aposte que os franceses foram os mais dedicados a inventar receitas de biscoitos doces.

Entre as preparações açucaradas, vale mencionar o biscoito champanhe, que de acordo com relatos, foi criado no século XVI por cozinheiros que trabalhavam para a rainha da França, Catarina de Médicis (1519-1589).
Na Inglaterra do século XIX, iniciou-se a fabricação industrial e o biscoito perdeu sua característica militar e ganhou o status de produto de luxo. A casa Carr&Cia, pioneira na industrialização, expandiu a produção e passou a exportá-lo para países onde se consumia chá, adaptando-o para acompanhar essa bebida.

Em 1904, o alemão Hermann Bahlsen inventou uma embalagem hermeticamente fechada para conservar suas características. Estava criado o pacote de biscoitos como nós conhecemos hoje.
Os norte-americanos passaram a chamar a iguaria de cookie, um termo que deriva de uma palavra holandesa, koekje, que significa “pequeno bolo”.

O que havia começado com um trabalho escravo, ao tempo dos gregos, romanos e dos egípcios, hoje faz parte de um complexo industrial dos mais importantes dentro do setor de alimentação.

Apesar de sua história recente na fabricação de biscoitos, o Brasil já é o segundo maior produtor mundial.

 

 
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